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Boicote de montadoras derruba expectativa de negócios no Show Rural


01/02/2016






Diante do boicote das sete grandes montadoras de mquinas agrcolas do pas - Case e New Holland (do grupo CNH Industrial), Valtra e Massey Ferguson (do grupo AGCO), John Deere, Agrale e Agritech - alguns bancos preveem uma queda de at 50% na procura por crdito durante o Show Rural Coopavel, que comea nesta segunda-feira (1), em Cascavel, no Oeste do Paran. Antes do anncio surpresa das gigantes do setor, nos primeiros dias de janeiro, as instituies financeiras j haviam estipulado volumes de crdito semelhantes aos do ano passado.
Confiante no desempenho do Show Rural em 2015, ano em que a feira movimentou mais de R$ 2 bilhes (78% s na comercializao de mquinas agrcolas), o Sicredi aumentou para R$ 120 milhes a oferta de crdito neste ano, um acrscimo de 20%. "O montante j tinha sido decidido antes do anncio do boicote", revela Gilson Farias, gerente de desenvolvimento de crdito do Sicredi-PR.
Na feira passada, os associados da instituio financeira protocolaram cerca de 750 propostas, o que gerou um volume de mais de R$ 100 milhes em negcios. "Quase 70% dessas propostas foram para maquinrio agrcola. O boicote vai impactar. Ser um esforo tremendo, mas a nossa expectativa chegar perto ou se igualar aos resultados do ano passado", diz.
O anncio do boicote tambm foi tarde demais para o Santander Brasil. O banco vai disponibilizar R$ 130 milhes em crdito pr-aprovado, valor quatro vezes maior ao contratado na edio passada. O superintendente executivo de Agronegcios do banco, Carlos Aguiar, diz que o volume de recursos foi estipulado com antecedncia. "A ausncia das montadoras com certeza vai impactar na tomada de emprstimos", afirma.
Divergncia
Mesmo sem as grandes montadoras, h quem acredite numa feira forte. A Sicoob Unicoob instituio financeira vai liberar at R$ 200 milhes em crdito. No ano passado, foram 143 propostas, totalizando aproximadamente R$ 58 milhes em emprstimos. "O impacto ser mnimo [sobre a ausncia das montadoras]. O evento oferece outros produtos como, por exemplo, silos, construes de galpes e equipamentos para avicultura. Alm disso, as empresas de maquinrio estaro atuando no evento de alguma forma e j estamos realizando um trabalho com os produtores que necessitam de crdito para esse fim", explica.
No anncio do boicote, Dilvo Grolli, presidente da Coopeval, organizadora da feira, disse que no ano passado [o faturamento] foi fora da curva. "A mdia dos ltimos anos de R$ 1 bilho. No temos expectativa de vendas para essa ano. Mas os negcios vo focar em sementes e defensivos. Mquinas iro representar uma quantidade menor".
Entenda o boicote
O imbrglio envolvendo as montadoras que detm 100% das vendas de colheitadeiras e quase trs quartos do mercado de tratores no pas foi atribudo inteno de mudana na data da feira, que passaria da primeira para a terceira semana de fevereiro. Segundo as marcas, essa data inviabilizaria participao na Expodireto Cotrijal, em No-Me-Toque (RS), entre os dias 7 e 11 de maro. A organizao do Show Rural voltou atrs, mas as indstrias j teriam revisado seus oramentos.
Outra justificativa seria a negativa da cooperativa Coopavel, organizadora do evento, proposta das indstrias de realizao do Show Rural, que anual, de dois em dois anos. A mudana reduziria custos. As indstrias tiveram queda de 34,5% nas vendas (2014/2015).

GAZETA DO POVO






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